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Pedagogia Criativa

Inovar em Educação: eis a questão!

 

Há alguns meses estava facilitando uma oficina com educadoras de uma escola pública do interior de São Paulo que participa de um projeto sobre práticas de inovação na educação, quando perguntei: - Vocês se sentem uma escola inovadora? O grupo ficou bem dividido, algumas educadoras responderam sim, outras não.

 

As que responderam não, disseram que para ser inovadora a escola teria que ser mais bonita, mais colorida, com mais recursos tecnológicos. Já as que responderam sim, afirmaram com convicção que consideravam a escola inovadora porque várias delas já haviam experimentado novas práticas pedagógicas em seu cotidiano. Prosseguindo o papo reflexivo e instigante perguntei: - Então o que é ser uma escola inovadora?

 

Me deparei com rostos cheios de pontos de interrogação, mas com muito brilho nos olhos e logo em seguida continuamos um papo cabeça e super aberto sobre o que é inovar em educação. Nesse papo uma das explicações mais bonitas foi a seguinte: "não basta ser uma escola bonita, cheia de tecnologia e não ter educadores dispostos a inovar".

 

Outra educadora trouxe uma contribuição muito sábia e disse que a escola que deseja ser inovadora deve acompanhar os avanços da sociedade, estando em constante movimento. Porque, na verdade, uma escola nunca será plenamente inovadora, mas sempre estará nessa busca. Achei tão consciente isso: inovar é buscar sempre a realização de práticas diferenciadas.

 

Estávamos encerrando o ciclo de um projeto e eu senti que deveria fazer essas perguntas e esse momento de diálogo foi enriquecedor. O dia a dia das escolas é desafiador, o educador tem inúmeras responsabilidades e acabam sendo curtos os momentos coletivos de olhar e refletir sobre a prática pedagógica da escola.

 

Fico muito feliz em instigar esse diálogo sobre o real sentido de inovar, que não é algo que alguém aparece e aplica no espaço da escola, nem algo que se compre ou que se venda, mas um bem imaterial que nasce nos espaços de aprendizagem e nas relações diárias entre a comunidade educativa. Fico mais feliz ainda em acompanhar de perto escolas dispostas a transformar seus processos educativos, em meio a tantas burocracias e exigências de um sistema organizacional, muitas vezes engessado.

 

Nesses últimos meses experimentei junto a essas escolas grandes desafios, mas imensos aprendizados e gostaria de compartilhar alguns desses valiosos saberes com vocês. Não são receitas, mas boas práticas baseadas em experiências vividas com intensidade e que ofereceram resultados encantadores de um trabalho colaborativo, com muita participação e respeito aos estudantes e a comunidade envolvida.

 

Aí vão alguns desses aprendizados! Talvez você até descubra que já está trilhando caminhos de uma educação inovadora.

 

· Dê valor ao processo educativo com as tentativas e erros. Sim, errar é importante e faz parte do processo educativo!

 

· Experimente práticas coletivas e colaborativas. Que tal perguntar o que seu colega está desenvolvendo e propor algum projeto em parceria?

 

· Compartilhe suas práticas com seus colegas, com certeza você já desenvolveu atividades muito legais que podem inspirar outros educadores!

 

· Já pensou em convidar os estudantes a escolher o tema a ser estudado? Isso promove grande engajamento e a possibilidade de muitos aprendizados. Ah, e também favorece produções incríveis!

 

· E que tal envolver a comunidade nos projetos da escola? É isso aí, convidar as famílias, pessoas da comunidade que podem fazer um bate-papo com os estudantes ou apresentar algo sobre sua profissão ou algum local ou história da cidade.

 

· O que acha de experimentar o uso de alguma tecnologia dentro ou fora da sala de aula? Não precisa ser um expert no assunto, basta ter um bom planejamento e mandar ver! Logo mais postarei por aqui algumas referências pra você se inspirar em práticas realizadas por outros educadores ;)

 

· Já experimentou utilizar o território, o bairro ou a cidade como ambiente de aprendizagem? Se sim, use e abuse desses espaços pulsantes para a construção de conhecimento. Se não, que tal aproveitar o planejamento de 2018 e já colocar isso na pauta?

 

· Sobre aquele arranjo convencional de uma carteira atrás da outra, já está mais do que na hora de experimentar outros arranjos no ambiente da sala de aula, não acha? Tente preparar a sala com novos arranjos como estações, setores, grupos diversos, rodas. Com certeza os estudantes apoiarão a ideia e você poderá adequar a disposição da sala de acordo a cada proposta pedagógica, assim aproveitando melhor o espaço e as relações entre os estudantes.

 

· Hum, agora uma dica especial para a gestão e a coordenação: motive a participação democrática entre estudantes, educadores e também da comunidade. Uma educação integral e uma escola integrada se faz com um lindo trabalho coletivo!

 

Esses foram alguns dos aprendizados valiosos dessa jornada de acompanhamento de escolas públicas mega inspiradoras. Espero que essa partilha te inspire também! Se lembrou de mais alguma dica bacana conta aqui nos comentários. Vamos todos nessa trilha inovadora?

 

Referências inspiradoras:

 

 

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January 26, 2018

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